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Instagram: Veja como funciona o novo recurso para limitar conteúdos sensíveis

by gabrielaraujo
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No dia 6 de junho o Instagram liberou uma atualização em seu recurso de controle de conteúdo sensível. Oficialmente, a ferramenta foi lançada em julho de 2021 e desde então só interferia nos conteúdos que apareciam na aba Explorar.

Com essas novas mudanças, a rede social também tem o poder de controlar as contas e os conteúdos sensíveis na busca, no reels, em contas que o usuário pode seguir, em páginas de hashtag e em sugestões que aparecem no feed.

A atualização já foi instalada na grande maioria dos celulares que costumam acessar ativamente a rede social.

Entretanto, muitas páginas que tratam sobre assuntos que não pertencem ao aborto, como uma página voltada a comunicação visual em acrílico, ainda sofre algumas penalizações que não fazem sentido.

Isto é, um post sobre seus produtos ainda pode sofrer algum tipo de bloqueio por conta da plataforma achar que o conteúdo é sensível.

De acordo com as regras do Instagram, conteúdo sensível é aquele tipo de publicação que não viola as regras, mas que ao mesmo tempo não atende às diretrizes estabelecidas pela rede social.

Para exemplificar, essa nova restrição pode estar relacionada a conteúdos como fumo, violência ou drogas farmacêuticas, de acordo com a plataforma.

Contudo, muitos negócios que vivem pela plataforma, como uma produtora de vídeo comercial, consegue sentir como as novas diretrizes estão afetando seus novos conteúdos, já que qualquer menção pode infringir as regras da rede social.

Para tornar mais fácil a compreensão dos usuários com essa nova restrição, o Instagram renomeou as opções de controle para que cada uma represente melhor o que muda na conta. Tratam-se de três níveis de visibilidade de conteúdo, são eles:

  • Mais: aceita ver mais conteúdos sensíveis (+18);
  • Padrão: não quer ver algumas contas e conteúdos sensíveis;
  • Menos: quer ver ainda menos contas e conteúdos sensíveis.

Pegando exemplos mais atuais, podemos usar as movimentações que estão tendo nos Estados Unidos, onde a decisão do Supremo Tribunal relativa ao aborto puxou o assunto para a agenda pública e intensificou o debate.

Posicionamento do Instagram

Por conta desse grande movimento, o Instagram agora esconde alguns conteúdos sensíveis e que também tenham alguma conexão com o aborto.

Mas na prática, várias páginas que não possuem nenhuma conexão com temas sensíveis, como um perfil sobre leitor biométrico para controle de acesso, por exemplo, começaram a ter uma nova atitude para gerenciar os conteúdos que são publicados dentro da rede social.

Em alguns casos, o usuário precisa confirmar a sua idade para só então conseguir ver o conteúdo que será passado. Quando o assunto é aborto, por si só já é um tema que consegue dividir opiniões e perspectivas de maneira muito vincada.

O mesmo pode ocorrer com assuntos mais leves, como eventos corporativos e confraternizações, que podem dividir opiniões sobre a maneira que a decoração pode ser feita nas ocasiões.

Contudo, as restrições estão relacionadas apenas aos assuntos que são sensíveis, e quando são assuntos dentro de uma roda, pode gerar algum tipo de confusão.

Através da decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos ligada à possibilidade das mulheres abortarem, o assunto consequentemente foi usado nas discussões e tomou uma dimensão ainda maior nas redes sociais, principalmente o Instagram.

Nos últimos dias, você pode ter notado que a plataforma tem ocultado publicações que falem sobre a interrupção da gravidez, mesmo exigindo que os usuários confirmem suas idades para visualizar o conteúdo.

Essa mesma confirmação ainda pode acontecer para conteúdos que não possuem nenhum tipo de sensibilidade, como um vídeo que explica a automação de processos industriais, onde o algoritmo da rede social pode considerar o material como insensível para algumas pessoas.

O panorama atual do Instagram diante dessa decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos pode ser considerado como uma das mais complicadas.

Considerando que algumas empresas andam sofrendo com bloqueios que não condizem com os conteúdos que são postados.

Lojas virtuais que vendem componentes elétricos industriais e até mesmo famosos que não postam nada relacionados aos temas sensíveis ainda podem ou já sofreram algum tipo de bloqueio em alguma publicação.

Exemplo: uma publicação feita por uma página com mais de 25 mil seguidores, onde se lia “Abortion in America How You Can Help”, que traduzindo para o português brasileiro significa “O Aborto na América Como Ajudar”.

Logo, os usuários se depararam com com um aviso que alertava para conteúdos possivelmente gráficos ou violentos.

É esse mesmo tipo de aviso que pode ser visto sobre um material relacionado a acoplamentos de motores elétricos, por exemplo, mesmo que o conteúdo não tenha nenhuma menção sobre bullying, aborto ou qualquer outro tipo restrição.

No entanto, a publicação tinha a intenção de encorajar a doação de dinheiro e o protesto contra a decisão tomada pelo Supremo Tribunal.

Segundo o Associated Press, além do Instagram, o Facebook também passou a ocultar publicações que promoviam o envio de medicamentos para aqueles estados em que o aborto é ilegal.

De acordo com as plataformas, as publicações relativas ao assunto estavam para ser apagadas, porque violam as políticas contra a venda ou doação de determinados produtos, como é o caso dos medicamentos, drogas ou armas de fogo.

Entretanto, contrariamente àqueles sobre o aborto, a Associated Press concluiu que publicações semelhantes que mencionavam o envio de armas ou droga por correio não foram removidas das páginas do Facebook.

O Instagram, por sua vez, passou a reconhecer a categorização dos conteúdos relacionados ao aborto como “sensíveis” e revelou que tratava-se de um erro que logo seria corrigido.

De acordo com a última publicação que foi feita pela conta do Instagram sobre as restrições de conteúdos sensíveis, a plataforma afirmou que continuará a remover conteúdos que vão contra as diretrizes da plataforma.

Isso não se limita apenas aos conteúdos que possuem alguma menção ao aborto, envolvem também conteúdos relacionados ao bullying, discurso de ódio ou algo que possa incentivar a violência.

Postagens que forem entendidas pela plataforma como sensíveis não serão priorizadas pelos algoritmos e ficarão nas últimas posições, e isso inclui tanto o feed quanto os stories.

Esse tipo de ação da plataforma diante de uma página é capaz de diminuir significativamente o seu engajamento.

Por exemplo, uma página relacionada a máquinas especiais automação pode perder grande parte do seu público-alvo através dessa ação do Instagram, afinal todos os seus conteúdos estarão nas menores posições possíveis.

Junto com esse movimento, a empresa também anunciou que irá diminuir a quantidade de publicações relacionadas no feed dos perfis, considerando o histórico de denúncias que foram feitas pelos usuários.

Segundo a própria plataforma, para entender se um conteúdo irá quebrar algumas de suas regras, serão observados fatores como a semelhança de uma nova legenda em relação a alguma legenda anterior que violou as diretrizes da comunidade em algum momento.

Resumidamente, caso o sistema consiga identificar a existência de algum conteúdo nocivo semelhante a algum outro que foi denunciado, automaticamente o material será posicionado nas últimas posições, de modo que sua visualização fique totalmente comprometida.

Todas essas últimas atualizações que foram lançadas para o Instagram fazem parte do esforço do Meta, que por sua vez é o dono do Instagram, para tentar eliminar perseguições e disseminação de conteúdos extremos, como posts do seguinte tipo:

  • Machista;
  • Racista;
  • Homofóbico;
  • Fake news.

De modo geral, essa restrição faz com que a plataforma seja um ambiente menos tóxico, onde as pessoas que compactuam com esses temas não têm vez.

Em contrapartida, a rede social ainda é falha em alguns aspectos, e um deles foi justamente o exemplo do post que foi desenvolvido para arrecadar doações.

Em outras palavras, mesmo que uma página trate do tema com a intenção de não apoiar, o Instagram ainda pode considerar a publicação como um movimento que apoie as práticas, seja machista, racista, homofóbica ou até a própria fake news.

Curiosamente, esses assuntos são temas que não são difíceis de serem vistos dentro Facebook, que possui grupos que compactuam com um desses assuntos sensíveis.

Como controlar os conteúdos sensíveis?

Caso você não queira que apareça no seu feed conteúdos sensíveis como os citados acima, existe uma forma simples e rápida para bloqueá-los, basta seguir os seguintes passos:

  • Acesse o seu perfil;
  • Acesse a parte de Configurações;
  • Selecione “Conta”;
  • Toque em “Controle de conteúdo sensível”;
  • Escolha uma das três opções apresentadas e clique em “Ok”.

O Instagram oferece mais detalhes sobre a opção que te interessar, e o recurso pode ser alterado a qualquer momento, o que torna a navegação dentro da plataforma mais saudável de acordo com as suas preferências.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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